Lição do dia:

548213_388487321222980_575399800_n_large

 

 

Aproveite o “dormingo”!

Anúncios

Os brincos da discórdia!

Vamos estrear hoje uma sessão do blog: Cilada do Leitor.

Simples: você que nos acompanha e se diverte com nossos casos, se estiver afim de compartilhar o seu, manda um e-mail contando a sua cilada para maisamoremenoscilada@gmail.com! Caso você não se sinta à vontade de se identificar pode usar um pseudônimo! Mandem suas ciladas e vamos rir todos juntos!

brincos

Acompanhem a cilada de hoje, enviada pela Marta:

Conheci o Chico numa balada sertaneja. Lindo, atraente, gente boa… um rapaz muito interessante, com uma história de vida bacana. Bom, ficamos desde então. No início, ficamos só quando encontrávamos em festas e barzinhos. Com o passar do tempo ele começou a me ligar durante a semana para ir beber alguma coisa ou comer alguma coisa. Bom, numa dessas conversas sobre a vida dele o mesmo me disse que morava com um amigo mas esse só ‘morava’ no apartamento nos finais de semana (ele trabalhava em outra cidade). Num outro encontro, saímos para beber alguma coisa. Eu estava de folga no dia seguinte e ele de férias e sem a preocupação de ter que acordar cedo no dia seguinte, exageramos na dose. Fechada a conta no bar fomos para o apartamento que ele morava. Amassos aqui, bejos quentes dali… e o inevitável aconteceu. Só para constar: além de ser ‘tudo de bom’ ele manda muito bem em outros quesitos… Rsrsrsrs… Confesso que nesse dia saí toda produzida, no estilo mulher fatal mesmo: batom vermelhão, decotão, saia curta, cabelão e um par de brincos maravilhoso!!! Depois da nossa noite de amor, decidi ir embora (mãe já ligando para saber aonde eu estava…). Chega eu em casa e fui logo tirar a maquiagem e me preparar para dormir. Com o rosto limpo me dei conta de que estava faltando meus brincos. Fiquei tensa mas me acalmava o fato dele morar sozinho. Mandei mensagem pra ele e o mesmo me responde: “vamos nos encontrar nesse final de semana e eu lhe entrego”. Bom, assunto resolvido. O problema todo começa quando nós não nos encontramos no final de semana. Na segunda-feira a irmã da minha melhor amiga, que também é uma grande amiga minha, chega aos prantos na minha casa. Disse que o seu namorado estava traindo-a!!! Pedi a ela para acalmar e me explicar o que havia acontecida… e ela começa a contar: “eu só encontrei o Eustáquio no finalzinho do domingo, fui até a casa dele. (Ela estava de plantão durante esse final de semana). Quando chego lá, encontro um par de brincos de uma piranha por lá!!! Perguntei de quem era aqueles brincos horrorosos… e ele não sabia explicar… não pensei duas vezes, sentei a mão na cara dele e disse pra ele nunca mais me procurar!!!”. Na hora fiquei paralisada e fui ligando uma coisa a outra: mora com um amigo- o amigo só vem no final de semana…pronto, é o mesmo apartamento!!!! Gelei, não sabia onde enfiar minha cara na hora que ela tira da bolsa os brincos da suposta amante.  Detalhe, minha mãe estava do meu lado e a mesma acha que eu sou ‘santa’ e que serei evangélica, igual a ela… minha irmã que já sabia do meu esquecimento e que também ligou uma coisa a outra começa a rir… nunca quis matar minha irmã!!!! E minha amiga sem entender nada, fica olhando para minha cara… Nisso o telefone toca e minha mãe sai para atender… foi a brecha que precisava para explicar o ocorrido. Depois dela xingar a suposta amante de todos os nomes eu me identifiquei como a “vagabunda de gosto duvidoso”. Disse que tinha saído com um rapaz e tinha esquecido meus brincos na casa dele. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk… tinha a obrigação de contar, pois o ela tinha terminado o namoro por causa de uma traição que não existiu. Quando encontrei com o Chico na outra semana quis matá-lo!!! Perguntei o por quê dele não guardar os meus brincos!!! Uma cilada que quase termina com uma separação… Ah, os dois voltaram e já estão até planejando casamento no final do próximo ano.

Gostou da cilada da Marta? Compartilhe a sua! Mande um e-mail pra gente: maisamoremenoscilada@gmail.com

O virgem do interior de Minas

Sabe aqueles affairs que começam com: “Vou te apresentar meu primo!” ou “Tenho um amigo solteiro ótimo pra te apresentar”? É exatamente assim que essa cilada começa. Uma amiga minha resolveu me apresentar o primo dela. E realmente, o primo é bonitinho, era fofo, responsável. Só que tinha 18 anos. Alguns a menos que eu. A mesma idade do meu irmão, sintam o meu drama. Daí, dei uns beijinhos no mocinho e larguei pra lá.

Nesses tempos de facebook o largar pra lá fica difícil. E eis que o jovem me adiciona no facebook. E a primeira conversa dele foi: “Elle, gostei de ficar com você, quero ficar com você novamente, mas não quero namorar”. Assustei muito! Até porque minha intenção também não era essa.

Na véspera da minha formatura o jovem (vamos dar um nome ao jovem? Alfredo!), o Alfredo, começa a ser mais fofo que o normal comigo. E apesar de minhas amigas alertarem, e de existir uma enorme placa luminosa na testa dele escrito: “CILADA, CILADA, CILADA”, eu fui me apaixonando. Aparentemente eu era correspondida, mas logo vocês vão ver que as aparências enganam.

Alfredo ficou irritado porque não o chamei para a valsa do Amor, chamei um grande amigo meu (Glória a Deus que fiz isso!), mas apesar disso ficamos juntos no baile.

Conversávamos todos os dias, por sms, chat de facebook, e eu sempre chamando-o para algum programa que ele educadamente recusava alegando estar ocupado com a faculdade. Ora, isso era bom sinal, não é? Sinal que encontrei alguém tão nerd e estudioso quanto eu! Doce ilusão…

Eis que chega o carnaval. Eu com um concurso chegando, resolvi ficar quieta em casa. Só que Alfredo me chama para passar carnaval com ele e com a prima dele (que é minha amiga) na cidade dele. Eu inocente, apaixonada, fui! Passamos o carnaval juntos. Ouvindo piadas de que estávamos namorando no carnaval, todos me chamando de “Namorada do Alfredo”, e a gente levando tudo numa boa.

Continuamos conversando virtualmente, e ai eu decidi chama-lo para sair. Só comigo. Como um casal. E ele aceitou. Lembrando que ele tem 18 anos, não tem carteira de motorista e mora em uma cidade vizinha. Ou seja, eu ia dirigindo o carro do meu pai busca-lo na rodoviária.

Fomos em um barzinho, e depois resolvemos esticar. Com muito custo Alfredo dá a entender que queria ir em um motel, e eu com coragem resolvo ir dirigindo ao motel. Não sou machista, não me entendam mal, mas nunca tinha ido eu mesma dirigindo ao motel! E minhas histórias em motel não são as melhores, em breve vocês vão saber mais. Fizemos o que tínhamos que fazer lá, e no fim do ato Alfredo resolve me contar: “Eu sou virgem”.

Sim, minha cara foi essa mesma que você fez agora! Mas você deve estar pensando: “Elle, ele é nerd, tem 18 anos, não saia de casa, seria óbvio a virgindade!”. Não, não era. Ele me dava a entender que já havia feito sexo, e é conhecido como o garanhão da sua cidade natal. E não pensem que é bullying com os virgens, mas é realmente estranho saber que você deflorou alguém! A dica é: contem antes!

Cheguei em casa meio chocada, e ele mandou uns 3 sms falando como foi especial e aquele mimimi todo de primeira vez. E parabéns para mim, ao invés de fugir da relação, EU CAI DE AMORES NO ALFREDO. Igual patinha. Começamos a combinar de viajar juntos para uma cachoeira, dormir juntos, fazer amor e etc.

E aí, veio a minha queda. No fim de semana da nossa viagem romântica eu tive uma entrevista marcada na capital, na sexta-feira. O que significava que não ia poder viajar mais. Contei isso para ele, e como sempre ele me incentivou a ir, ficou feliz e eu fiquei tranquila. Fui. Quando voltei encontrei um Alfredo frio. Que evitava a todo custo falar comigo no facebook, que não respondia mais sms.

Minha ficha foi caindo: “Elle, esse cara não te quer! Sai fora!”. Só que eu estava muito envolvida. Depois de conversar com minhas amigas, e todas elas me fazendo ver a cilada onde eu estava, rezei muito e decidi que não ia procura-lo mais.

Ah se o coração fosse simples como a gente pensa… No dia seguinte Alfredo atualizou seu status no facebook para “em um relacionamento sério”. E a família dele, os meus amigos em comuns com ele, foram falar comigo inbox que estavam muito felizes que finalmente estávamos namorando. Só que não era comigo o relacionamento sério do Alfredo. E isso doeu. Doeu muito. Doeu demais. E eu fui soltar os cachorros com ele inbox. E ele é tão ridículo, tão cafajeste que me respondeu que estava confuso, que não estava namorando. Resolvi ajuda-lo e saí do meio da confusão. Sim, deletei ele do facebook, bloqueei, bloqueei metade da família dele e bloqueei a namorada dele.

Alfredo namora uma jovem de 29 anos atualmente. Joelma. A família dele é contra o namoro, ninguém da cidade gosta muito dela, e ele não está nem aí.

Se a dorzinha no coração sumiu? Não, sumiu ainda não. Mas tomara que seja infarto, porque se for amor…

Elle Bloom

Cilada no show

Pior do que homem solteiro que não quer se enrolar é homem comprometido que se comporta como solteiro. A espécie complica não só a própria vida, mas a vida das pessoas com quem ele se envolve, ou seja: cilada. Marcos era um bom representante dessa categoria. Namorando com Bárbara há alguns meses era mestre em inventar uma indisposição qualquer aos sábados a noite para cair na balada com os amigos. A namorada- tão doce que dá cárie só de olhar- acreditava em tudo, da dor de cabeça à suspeita de gripe suína. Bom para ele.

Num desses sábados em que o cupido resolve ir trabalhar bêbado, Marcos mais uma vez deu um belo perdido na namorada. Final de show, a maioria do público disponível já tinha se arranjado e, quem tinha ficado sozinho já deveria estar ciente que aquele não era o momento de encontrar alguém porque, né? Final de feira só tem xepa. Mas como na prática a teoria é outra os caminhos de Marcos e desta que vos escreve se cruzaram.

Que fique claro que eu não estava bêbada, mas minha hipermetropia ta aí pra me justificar. Estava com minhas amigas e, de repente, um grupo de rapazes veio até nós. Por essas infelicidades do destino estávamos em pares e eles foram logo se apresentando e partindo para o beijo. Depois daquele charme característico de quem não está bêbada o suficiente, acabamos nos beijando. Eu, solteira, sozinha e carente achei o máximo quando trocamos telefone e fui pra casa torcendo pra ele ser ao menos bonitinho já que no escuro e sem óculos não havia conseguido analisar o meliante.

Qual não foi minha surpresa quando, no dia seguinte meu celular tocou e o número dele apareceu no visor do meu aparelho. Deixei tocar algumas vezes- torcendo pra ele não desistir no meio da ligação- e finalmente atendi. Depois de um “Oi” que de espontâneo não tinha nem a intenção fiquei em choque ao ter como resposta um “Quem ta falando aí?” de voz feminina. Chamem de sexto sentido, intuição, mão divina, o que for, mas eu não respondi meu nome. Desliguei o celular mesmo sem saber que tinha culpa no cartório.

Curiosa com a ligação resolvi conversar com uma amiga que estava no show. Imaginem minha cara quando ela disse “Becky, você ficou com aquele menino que namora a

Bárbara, que mora ali na pracinha”. Não basta ficar com um cara que tem namorada. A namorada tem que ser praticamente sua vizinha. Palmas pra mim!

Nunca fui amiga da Bárbara, mas nos cumprimentamos na rua, nossas mães são colegas e é bem provável que temos alguma foto juntas nessas festas de escola já que fizemos o primário no mesmo colégio. Poxa, com tanta gente no show eu tinha que beijar justo o namorado dela?

O caso é que eu nunca soube se a pegação teria chances de evoluir para algo a mais já que o número continuou me ligando por algumas semanas e eu recusei todas as chamadas (não sei se era ele ou ela quem ligava). Ficar com o namorado da vizinha me gerou alguns inconvenientes do tipo me esconder atrás dos arbustos e bancos da pracinha quando, por coincidência, eles passavam por lá e manter o celular no silencioso sempre que saía de casa. Isso já faz alguns anos e os dois continuam juntos, de casamento marcado. A propósito: sempre a vejo sozinhas nos sábados à noite.

Becky Jones

Não era amor, era cilada

Já dizia o sábio vocalista do grupo Molejo “Inocente, apaixonado. Eu tava crente, crente que ia viver uma história de amor”. Ah, mas quem nunca caiu numa cilada que atire a primeira pedra. Seja com a pegação da balada, com o ficante fixo, com namorado, amigo, amante ou marido. Em algum momento da vida você já deu um duplo mortal carpado numa cilada.
Há quem aprenda a lição numa única aula e passe o resto da vida identificando e fugindo das armadilhas, mas, a grande maioria acaba ficando com fama de dedo podre mesmo e bate cartão em todas as ciladas do destino. Mulheres solteiras são mais propícias às ciladas. Porque? Bom, por que não há pote de Häagen Dasz mais gostoso do que homem canalha disposto a te conquistar. Ah, mas que fique claro que este blog não se trata de um manifesto feminista. Não somos feministas, nem machistas, ou qualquer outra ísta. Somos mulheres que já caíram e se levantaram de centenas de ciladas.
Se você espera encontrar aqui um manual de como se prevenir das armadilhas, bom, vamos lhe decepcionar. Apesar de nossas próprias experiências e das que ouvimos de amigos, continuamos a cair em ciladas, e em alguns casos conscientemente, olha que bonito! Ah, mas você é nosso convidado para rir e opinar sobre as ciladas que apresentaremos aqui, sejam elas verídicas, ou crônicas que surgiram por nossa imaginação. De virgens a cafajestes experientes, passando por nerds tímidos e baladeiros descarados, junte-se a nós e, ao menos, nos tenha de mau exemplo. Divirta-se como nos divertimos relembrando os casos e traçando estratégias que nunca seguimos.